19 maio 2017

Engenharia de Menus Passo a Passo

A engenharia de menus é fundamental para o sucesso de qualquer restaurante. Não usar esta metodologia, significa que poderemos estar a desperdiçar cerca de 10% a 30% da receita possível, e num mercado tão competitivo, com estruturas de custos fixos elevadas, e com uma enorme elasticidade de mercado, cada euro assume uma relevância enorme para a sustentabilidade e rentabilidade do restaurante. Trata-se de um processo que dividi em 4 passos, e em que apresento 2 passos neste post, e os restantes noutro post.

Vejamos então cada passo deste processo. 
Passo  1: Calcule o preço de custo de cada item do menu; 
Passo 2: Categorize os itens do menu consoante os níveis de popularidade e rentabilidade e popularidade; 
Passo  3: Crie o seu menu; 
Passo  4: Teste o seu novo menu.

 Passo 1: Calcule o preço de custo de cada item do menu Trata-se de custear cada ingrediente para determinar qual é o custo exacto de cada item do menu. Deverá ter todos os valores em conta até ao cêntimo, mas atenção não deverá colocar o custo de trabalho, porque o processo mede apenas o nível de rentabilidade de cada item do menu, ou seja, trata-se apenas dos custos da matéria-prima de cada iguaria. São poucos os restaurantes que costeiam efectivamente cada item do menu. Este passo é muito importante porque irá influenciar todo o processo de engenharia de menus, para obter informação mais correcta possível é necessário que hajam valores exactos e rigorosos, pois trata-se de um facto essencial para determinar a rentabilidade de cada iguaria. 

 Passo 2: Categorize os itens do menu consoante os níveis de popularidade e rentabilidade e popularidade Categorizar o itens do menu, permite perceber onde deveremos aplicar esforços de engenharia de menus, este processo divide-se em 3 partes: 
a) Dividir o menu em “Categorias” e Secções”;
b) Distribuir cada item do menu nos 4 quadrantes do gráfico;  
c) Determinar a evolução do menu consoante a dispersão dos itens no gráfico. 

  a) Dividir o menu em “Categorias” e Secções”
Quando nos referimos a “Categoria” referimos ao modo como dividimos o menu, as categorias mais comuns são Entradas, Pratos Principais, Sobremesas, Bebidas, etc. A categorização do menu, está directamente associada ao modo de como o menu está estruturado. Posto isto é necessário dividir as categorias em secções. Isto significa agrupar itens dentro da mesma categoria, ou seja, implica por exemplo agrupar as Entradas em sopas e saladas. O objectivo desta operação é separar os itens do menu que podem ser considerados alternativas directas dentro da mesma categoria. 

Vejamos o exemplo: 

CATEGORIA: ENTRADAS 
             SECÇÃO 1: SOPAS (Creme de Legumes, Sopa de Abóbora; Creme de Marisco)
             SECÇÃO 2: SALADAS ( Salada Caesar, Salada Waldorf..) 
             SECÇÂO 3 MARISCOS (Camarão Al Ajillo, Ameijoas à Bulhão Pato, Ostras ao Natural) 

As entradas são constituídas por vários itens, no entanto alguns desses itens podem ser substituídos por outros ditos de concorrentes, neste exemplo o creme de abóbora é um item directamente concorrente ao creme de legumes, mas já não podemos dizer o mesmo se o compararmos com uma salada. Daí ser tão importante fazer esta separação de Categorias e Secções. Neste passo começamos então a introduzir todos os pratos numa folha de exel, tendo em conta o seu agrupamento em Categorias e Secções.

 b) Distribuir cada item do menu nos 4 quadrantes do gráfico
 Pegamos nos dados relativos à rentabilidade e popularidade de determinado períodos, (do último mês por exemplo), e distribuímos pelos quatro quadrantes todos os itens do menu, tendo em conta os seguintes critérios. 

STARS – Elevada Rentabilidade e Elevada Popularidade 
 PLOW-HORSES – Baixa Rentabilidade e Elevada Popularidade 
 PUZZLES – Elevada Rentabilidade e Baixa Popularidade 
 DOGS – Baixa Rentabilidade e Baixa Popularidade

c) Determinar a evolução do menu consoante a dispersão dos itens no gráfico. Deveremos usar a informação obtida em b) para determinar como gerir cada item da carta. Num primeiro ponto analisamos os itens com maior e menor popularidade e rentabilidade em categorias e depois em secções. Através da análise das várias categorias, podemos ajudar a decidir onde posicionar cada secção no devido lugar dentro do menu. Por exemplo, se os pratos principais Stars são os mariscos, devemos reunir esforços para vender entradas também com marisco. Através da analise de cada secção pode permitir como colocar e promover os itens do menu de cada secção. Ou seja devemos tomar sempre as melhores decisões com os resultados obtidos, tendo em cada a posição de cada item nos quadrantes do gráfico. Vejamos então cada quadrante individualmente, por forma a construir as melhores estratégias para maximizar a rentabilidade do menu. 

      STARS – Quanto mais itens se encontrarem neste quadrante, melhor é o potencial do menu;
     PLOW-HORSES – Deverá procurar obter maior rentabilidade dos itens deste quadrante, as sopas e saladas tem tendência a estar neste quadrante, deverá constar no menu apenas os itens essenciais, e poderá fazer pequenas alterações nas receitas destes itens para permitir o aumento da sua rentabilidade; 
     PUZZLES – Para os itens do menu que se encontram neste quadrante, temos de assegurar que os funcionários promovem estes itens, os funcionários deverão ainda certificar que os clientes gostam desses itens. Por vezes uma pequena descida de preços podem aumentar o volume de vendas e aumentar a receita global. Devemos ainda reajustar estes itens e refazer os mesmos. 
     DOGS – Eliminar os itens deste quadrante poderá ser uma opção, no entanto não se podem omitir de todos os itens deste quadrante. Para estes itens o mais adequado será não lhes dar muita ênfase, nem destaque. Basta listar o item e o preço. Não deverá reunir muitos esforços para a venda ou promoção destes itens.

Nesta fase em que já sabemos qual o desempenho de cada Categoria, de cada Secção e de cada Item do menu, e visto que já analisámos as estratégias possíveis para cada um deles, podemos agora passar à próxima fase, A fase da construção do design do menu, que será publicado no próximo artigo.

16 maio 2017

Prémios de Excelência na Hotelaria 2017



17 abril 2017

MENU – O vendedor Silencioso


O Menu é uma ferramenta vital para qualquer restaurante. Primeiramente porque influencia nas primeiras impressões do cliente, criando expectativas das comidas e bebidas que o restaurante se propõem a oferecer, tal como dá uma perspectiva do ambiente e atmosfera do restaurante. No entanto para se desenvolver um menu bem-sucedido é necessário que se conheça profundamente os gostos gastronómicos do publico alvo e das tendências gastronómicas.
Muitos directores hoteleiros, directores de alimentação e bebidas, e gerentes de espaços de restauração e bebidas ainda não compreendem verdadeiramente o poder do menu como ferramenta de vendas. Actualmente fazem-se muitas análises de engenharia de menus, mas não se dá o devido uso dessa informação para criar e desenvolver estratégias, esses dados são apenas para fins informativos e não para fins estratégicos. Vivemos na era da informação e do conhecimento, mas se não existir o seu uso prático no nosso dia-dia, todo o conhecimento e informação são inúteis. Mesmo nas escolas, os dados de gestão de alimentos e bebidas são muito estudados, todos tem de saber os cálculos e analisar os resultados obtidos, mas não existe um pensamento estratégico para a aplicação dessa informação.  E por me inconformar com isso, eu passei a estudar o assunto e aprofundar os meus conhecimentos nessa matéria que agora partilho convosco.
O principal propósito do menu é atrair a atenção dos clientes para determinadas iguarias e aumentar o desejo pelos mesmos, fidelizar clientes e garantir que estes voltam. Ao contrário do que muitos possam pensar o menu não serve apenas para criar uma transacção comercial, o menu é uma ferramenta que serve também para envolver o cliente com o restaurante e proporcionar um relacionamento entre ambos. O menu é uma extensão do restaurante, para tal é necessário que este esteja de acordo com o design do restaurante, plano de cores, tipos de letra, conceito do restaurante e a mesma abordagem para com o cliente. Todo este conjunto irá definir a experiência do cliente com o restaurante.
Segundo um estudo de Gallup, á alguns anos, concluiu que o consumidor demora 109 segundos a delinear as suas escolhas. Ter um menu demasiado extenso, ou apresentado em muitas páginas vai dificultar as escolhas do cliente, pois afecta no seu processo de decisão. Por outro lado leva a que haja mais stock para iguarias que tem pouca rotatividade, ou são menos rentáveis, stock esse sujeito a que passe de validade e desperdicem recursos.
Ao contrário do que muitos assumimos, o cliente não lê o menu de página a página, ele faz um "scan" geral do que interessa. A imagem que se segue representa o comportamento do consumidor quando lhe é apresentado o menu.
Conforme a imagem, o foco do consumidor segue uma sequência, 1 canto superior direito, 2 canto superior esquerdo,  3 canto inferior esquerdo e  4 canto superior direito novamente e por fim  5 canto inferior direito.
O uso de atracções visuais, vai fazer com que o cliente preste mais atenção no que realmente é pretendido. Através de uma apresentação diferenciada essas secções são susceptíveis de criar mais desejo e maior vontade de adquirir. Vejamos o seguinte exemplo: se num determinado menu, verificar-mos que se está a vender poucas entradas, poderá destacar essa área, ou apenas uma ou duas entradas, apresentando um tipo de letra maior, cor diferente, dentro de uma caixa ou até com imagens sugestivas. Com esta estratégia as vendas de entradas irão aumentar, representando assim um aumento de uma receita que não seria possível de concretizar de outra forma. Exemplo disso é a imagem ao lado. Veja-se na seguinte imagem em que estamos e encaminhar o cliente para certa áreas de maior interesse  de venda.


Este artigo terá continuação, com uma abordagem mais profunda e escrutinada de forma a percebermos realmente como é importante a informação e os dados estatísticos para melhorar a performance dos menus e por sua vez gerar mais receita.

23 junho 2016

O Hotel e o Cliente - Construa Relações, Gere Confiança

Saiba mais, Faça mais, Construa Relações
O sucesso do sector dos serviços está assente em criar relações com o cliente. A hotelaria é um flagrante exemplo disso. As novas tecnologias tem feito muito nesse sentido. A construção de relações e a gestão de informação do cliente tem sido significativamente mais facilitada. Estas novas ferramentas devidamente adaptadas ao ramos hoteleiro, juntamente com a iteração in loco com o cliente permitem construir importante relações, não apenas para o cliente que fica hospedado para todos os stakeholders do ramos turístico e hoteleiro. 

Saiba Mais… Saber algo sobre o cliente, é tão importante como saber tudo sobre o nosso produto. Procure saber tudo os seus clientes, só assim poderá criar relações de valor acrescentado. Crie uma lista com a informação essencial: 
NOME: 
IDADE: 
GRAU ACADÉMICO E LOCAL : 
MORADA:
 ESTADO CIVIL:
PROFISSÃO: 
FILHOS: 
MOTIVO DA ESTADA: 
GOSTOS E PREFERÊNCIAS: (e tudo o que achar mais importante….) Recolher a informação poderá ser mais simples do que parece. Depois de criar empatia com o cliente, este vai partilhar consigo os seus objectivos e interesses, depois basta fazer uma correcta gestão dessa informação, para surpreender o seu cliente quando ele menos esperar. Já pensou em enviar um email de parabéns? Poderá até oferecer um desconto na próxima estada. O seu cliente tem filhos? Faça-lhe uma proposta de valor! Este é apenas um pequeno exemplo daquilo que poderá fazer para construir relacionamentos e por sua vez ter a oportunidade de gerar receita que não seria possível de concretizar de outra forma. ´

Faça Mais… 
Depois de saber as principais informações e preferências do cliente, basta sabe-as usar correctamente e no momento certo para desenvolver uma relação mais próxima permitindo-lhe surpreender o seu cliente com algo inesperado e surpreendente e ainda potenciar a venda que de outra forma não seria possível. Demonstre interesse pelo cliente, a melhor maneira é abordá-lo com um sorriso espontâneo acompanhado de uma saudação positiva e postura receptiva. Mantenha as mãos visíveis com as palmas voltadas para cima e sempre abaixo dos ombros. Mantenha boa aparência. O rigos e profissionalismo de cada colaborador começa por ser medido logo no primeiro momento da interacção. Um colaborador que não tem um bom cuidadado e rigor com ele propropio, não poderá dar o melhor ao cliente. Por isso um cuidadado meticuloso com a aparência é essencial para um relacionamento bem sucedido. Manter o cabelo aparado. Bem penteado, mãos e unhas cuidadas, barba cortada ou aparada, usar farta limpa e bem engomada e calçado bem apresentado, são alguns exemplo do cuidado a ter com a aparência. Na recepção se estiver a lidar com clientes habituais, dirija-se a eles sempre pelo nome, mas não lhe volte a apresentar o hotel se ele já o conhece, faça-o apenas se tiver algo de novo. Se se tratar de um cliente de negócios não lhe fale das atracções turísticas (faça-o apenas se for um assunto abordado pelo cliente). Isto significa que para criar relações de sucesso é fundamental analisar as atitudes do cliente e adequar o discurso ao cliente que tiver diante de si e perceba a distancia a manter entre si e o cliente tal como os assuntos que aborda. Não fale de coisas que o cliente não se interessa ou não quer ouvir. Isso terá impacto negativo na construção de qualquer relacionamento. Desenvolva perguntas que estimulem a conversa e abram ao dialogo. Devem ser exclusivas, pessoais e criativas permitindo uma abordagem autentica e personalizada. 

Construa Relações 
Experiência do cliente e Relacionamento com o cliente são conceitos distintos e embora estejam relacionados, isso não implica que um conduza ao outro. Uma boa experiência, tem um impacto na forma como o cliente vê a marca ou a organização, já o relacionamento implica maior proximidade e a construção de confiança para a organização. Construir relações significa construir laços, e gerar confiança, na organização e nas pessoas que colaboram nela. A confiança é demasiado poderosa e mobilizadora, por isso não deve ser desvalorizada. A confiança está aliada á fidelização. E gerar confiança num cliente é gerar um embaixador do hotel. 

  Saiba mais! Faça mais! Crie Relações! Gere confiança!

paulojpoliveira@hotmail.com

17 dezembro 2014

Marketing Digital em Hotelaria - 2015



No Sector Turístico e em particular no ramo hoteleiro, o marketing digital tem assumido um papel fulcral para o sucesso das campanhas que promove. Em 2015 terá um papel ainda mais importante na medida em que os equipamentos e aplicações móveis assumem maior presença no nosso quotidiano.
O marketing boca-a-boca, ganha uma nova dimensão. Atualmente os turistas partilham cada vez mais as suas experiências nas redes sociais, sendo acessíveis a milhares de pessoas e tendo cada vez maior relevância no processo de decisão do consumidor.
Assistimos a uma era digital que tem tido um desenvolvimento muito rápido e com uma adesão extraordinária. Por isso em 2015 investir no marketing digital é como uma necessidade vital. Mas não basta ter websites, presença nas redes sociais e aplicações móveis. É necessário que a informação que é divulgada nesses meios seja precisa, intuitiva, desperte interesse e atenção e que seja de qualidade.

Aposte nas Aplicações Móveis
As aplicações móveis fazem cada vez mais parte do nosso dia-dia, permite ter o que realmente precisam de modo fácil, em qualquer momento e em qualquer lugar. As pesquisas e reservas através destas aplicações têm tendência a aumentar exponencialmente.

Invista nas Redes Sociais
Metade dos turistas planeiam as suas férias tendo em conta as pesquisas em redes sociais. E grande parte partilha as suas experiencias através de redes sociais. Por isso é importante que crie uma proximidade com o cliente através destes mecanismos, pois permitirá que apoie e esclareça o cliente, tem  informação atualizada e permanente. Seja ativo nas redes sociais e lance desafios, campanhas e promoções que permitam ter as páginas ativas e dinâmicas e que envolva a participação dos clientes.

Desenvolva Conteúdos de Vídeo e Foto
Atualmente o YouTube é o segundo maior motor de buscas do mundo. Por isso ter uma página neste canal é cada vez mais importante. Uma imagem vale mais que mil palavras. Partilhar um vídeo de boa qualidade permite reter o potencial cliente e é uma das melhores estratégias para o conquistar. Utilize os vários mecanismos e ferramentas online para partilhar conteúdos de foto e vídeo que despertem interesse, atenção e desejo.

Crie um Website Dinâmico
Se o website demorar mais de 5 segundos a abrir mais de metade dos interessados desiste e procura um concorrente. Ter um website intuitivo, dinâmico com conteúdos de imagem e vídeo, com um sistema de reservas acessível e fácil de usar, permite ter um maior número de reservas diretas e uma maior fidelização dos clientes. Apresente de forma intuitiva os serviços do hotel e a oferta turística da região onde o hotel está inserido.

Produza Emails de Marketing
Cerca de 90% dos usuários preferem atualizar-se acerca das ofertas do hotel através de emails. Produza emails que chamem à atenção, que sejam adequados ao mercado a que se destina, de modo a ter a informação certa, para o cliente certo no momento certo. Esta estratégia permite também que o cliente não se esqueça do hotel e cria maior proximidade entre o cliente e a unidade hoteleira.


Tudo isto requer extrema atenção, dedicação e empenho, pois os erros de informação deverão ser nulos. Uma informação e conteúdo de qualidade é preponderante para que os clientes confiem na marca que lhes está a ser apresentada e no serviço que é prestado. Trata-se de uma estratégia que está acessível a milhares de pessoas, o que implica que se existir uma falha ou erro de informação poderá comprometer o sucesso das campanhas de marketing.

Contacte-me para saber mais sobre o Turismo e Hotelaria em 2015.
paulojpoliveira@hotmail.com

18 outubro 2013

Up-Selling & Cross-Selling em Hotelaria



O up-selling e Cross-selling tem assumido um papel cada vez mais relevante na hotelaria nos últimos anos. No entanto considero que estes conceitos não tem sido bem percebidos e interpretados pelos colaboradores. O up-selling e cross-selling deverão fazer parte da estratégia da unidade ou grupo hoteleiro, mas para tal é necessário que as equipas compreendam tais técnicas e que as saibam aplicar no seu dia-dia profissional.

UP-SELLING - poderá ter diferentes interpretações consoante a área de negócio, no entanto esta técnica de vendas traduz-se em expor ao cliente produtos ou serviços adicionais que complementem a compra, e que este não tinha considerado inicialmente. Exemplo disso no ramo hoteleiro é vender um late check-out, ou sugerir um up-grade do quarto.

CROSS-SELLING - também  conhecido como venda cruzada, o cross-selling poderá ter uma conotação diferente dependendo da industria onde é aplicado. Na perspectiva do ramo hoteleiro esta técnica implica a venda de um produto ou serviço adicional que não está directamente relacionado com a compra que o cliente está a efectivar e que poderão satisfazer as suas necessidades. No ramo hoteleiro o fato de o barman sugerir o restaurante do hotel, poderá ser um exemplo de cross-selling.

 De modo a que possa colocar em prática estas técnicas com sucesso existem algumas ideias e sugestões a considerar.

Mantenha Sugestões Simples: Se está a vender um bife, informe o cliente que também tem entradas e sobremesas.

Auto-Controlo: Resista à tentação de sugerir demasiados serviços ao mesmo tempo, isso irá confundir o cliente e diluir a sua atenção e interesse.

Construa Credibilidade: Quando as técnicas de up e cross-selling faça referencias feitas por outros clientes ou peritos. Por exemplo, informe o cliente que determinado vinho foi elogiado internacionalmente pelas suas características. 

Ofereça Variedade de Preços: Quando vender produtos adicionais, considere produtos com vários preços, os menos dispendiosos causarão o efeito de compra por impulso, mas os mais caros também poderão ser considerados.

Dê Visibilidade: Exponha os artigos complementares ao artigo principal. Coloque-os em locais que chamem a atenção e despertem curiosidade, caso necessário utilize elementos decorativos para realçar os artigos. Por exemplo, no restaurante exponha os vinhos num local por onde o cliente passe e que seja bem visível.

Prepare a Sua Equipa: Familiarize a sua equipa com técnicas de up e cross-selling, demonstre o quanto isso é importante para o sucesso de todos, e ter noção de que como determinado produto ou serviço irá ser um beneficio para o cliente.

Vejamos agora porque é que é tão importante aplicar estas técnicas na hotelaria:

  • Aumentam as receitas;
  • São técnicas até quatro vezes menos dispendiosas do que fazê-lo a um novo cliente;
  • Aumenta a fidelidade e retenção
  • Gera valor acrescentado para o cliente;
  • Aumento das Taxas de Captação de clientes;
  • Consolida a posição da empresa.


Vender diz respeito a todos os colaboradores. Crie estratégias adequadas a cada outlet, desde Housekeeping, Room Service, Bares, Restaurantes, SPA, Mini Bar etc... Forme as equipas para aumentar as vendas que complementem a estada do cliente. Monitorize de perto todo o processo de modo a avaliar a evolução destas técnicas e de modo a desenvolver um constante improvement das mesmas e analisar o seu impacto na empresa.

Pessoalmente, considero que poderemos ir muito além nas vendas com estas técnicas. Mas acho também que poderemos vender muito mais serviços do que aqueles que realmente uma unidade dispõem, por vezes precisamos de pensar um pouco out of the box e olhar para além daquilo que temos para oferecer, é necessário um olhar de fora para dentro e não o inverso.
Conheça-me e saiba que poderá vender mais do que aquilo que realmente tem para oferecer.
paulojpoliveira@hotmail.com

10 outubro 2013

Parcerias como Estratégia Hoteleira


Nos últimos anos as parcerias e fusões estratégicas tem sido a aposta de alguns grupos hoteleiros. Os primeiros resultados são animadores mas será necessário mais tempo para tirar conclusões mais precisas.
Os casos mais conhecidos são a fusão entre o Grupos Alexandre Almeida Hotéis e o grupo Lágrimas. desta fusão surge uma nova marca denominada de THEMA Hotels & Resorts. Outro exemplo é a parceria entre estratégia entre o Grupo Altis e o Grupo Amorim com a marca Blue & Green. Desta parceria nasce o Altis Blue & Green com a assinatura "Hotels & Resorts with a new attitude". A parceria tem como objectivo a criação de campanhas em conjunto, o lançamento de um cartão de fidelização comum a ambos os grupos, permitindo também que tenham uma maior diversificação da oferta uma vez que o Grupo Altis se concentra em Lisboa e o Grupo Blue & Green no Algarve e Tróia. Por outro lado ambos os grupos hoteleiros também se apoiam online fazendo referência ao parceiro nos próprios sites.
Existem também vários hotéis individuais a criar parcerias com outros hotéis ou pequenos grupos hoteleiros para se tornarem mais competitivos.
Vejamos então algumas vantagens deste género de parcerias:
 - Maior e mais forte posicionamento no mercado e consequente maior e mais diversificada oferta;
 - Menores custos dos Departamentos Auxiliares (ex. marketing);
 - Partilha de conhecimentos, métodos, estratégias e standards;
 - Criação de um conjunto de unidades mais fortes, mais sólidos e com maior capacidade de crescer;
 - Captação de uma maior quota de mercado e possibilidade de se aproximar e competir com as grandes cadeias hoteleiras;
 - maior poder negocial;
 - Melhor acesso aos canais de distribuição;
 - Aumento das receitas e obtenção de melhores resultados operacionais.
Num ambiente cada vez mais competitivo, com o turismo a necessitar de ar fresco, as parcerias estratégicas surgem como uma  vantagem competitiva de elevado valor.

03 outubro 2013

Tendências do Mercado Turístico - Europa


Portugal tem uma oferta turística muito diversificada e é importante apostar no desenvolvimento dessa mesma oferta de modo a combater a sazonalidade, e promover um crescimento turístico constante e mais sustentável.
Da vasta oferta turística que Portugal dispõem, deveremos apostar com maior destaque junto das instâncias europeias o MICE (Meetings, Incentives Conferences, Exhibitions), o Turismo Religioso e o Turismo Cultural. Vejamos porquê.
Apostar no MICE tem sido uma estratégia  que ganhou maior relevância desde o inicio da crise económica. Pois tornou-se uma forma de compensar a queda no RevPAR e a estagnação das taxas de ocupação. Apostar neste mercado não tem sido fácil mas tem dado os seus frutos. Além de conseguirmos dar uma boa qualidade de serviço, sermos hospitaleiros e de ter preços atractivos comparativamente com o resto da Europa, necessitamos que os principais intermediários europeus deste mercado conheçam melhor o que temos para oferecer. É necessário aproximar e atrair essas entidades emissoras do MICE, mostrando-lhes todas as vantagens competitivas. A promoção deste mercado não se deverá destinar apenas ao cliente final mas sim também às agências intermediarias.
Por outro lado o Turismo Cultural e Religioso está a tornar-se também uma chave de ouro no contexto europeu, e Portugal tem uma oferta ímpar mercado. É como que obrigatória a promoção Cultural e Religiosa, pois assistimos a um envelhecimento generalizado da população europeia, e como sabemos, as motivações de viajar alteram-se consoante a idade. Isto significa que com a evolução do envelhecimento da população  e com o aumento da esperança média de vida, aumentam também os interesses e motivações para praticar o Turismo Cultural e Religioso.Prova disso são o aumento generalizado das viagens com motivações culturais e religiosas um pouco por toda a Europa, destacando-se França e Itália. Portugal tem também margem para crescer neste mercado. Para tal é necessário que as campanhas transmitam uma imagem de proximidade e acolhimento, por outro lado é necessário que hajam campanhas mais ajustadas a este tipo de mercado de modo a que o público alvo se identifique e que lhes "crie àgua na boca".

04 setembro 2013

Portugal com nove distinções nos WTA Europa 2013


Portugal conquistou mais três distinções do que na edição anterior dos World Travel Awards 2013 para a Europa, cuja cerimónia decorreu este último sábado, em Antalya, na Turquia. 
Na 20ª edição daqueles que são considerados os ‘óscares do turismo’, Portugal foi considerado Melhor Destino de Golfe Europeu e o Hotel Quinta do Lago, no Algarve, Melhor Resort Europeu para Golfe.
Por sua vez, o Algarve ganhou a distinção de Melhor Destino de Praia Europeu, Melhor Boutique Resort da Europa novamente com o Vila Joya, Melhor Villa Resort da Europa, com o Martinhal Beach Resort e Melhor Resort de Luxo da Europa com o Conrad Algarve.
Lisboa foi considerada o Melhor Destino na Europa para City Breaks.
A Madeira ganhou a distinção de Melhor Destino Insular na Europa e o The Vine, localizado no Funchal, obteve o prémio de Melhor Design Hotel da Europa.
Nos prémios nacionais, o Bairro Alto Hotel obteve a distinção de Melhor Boutique Hotel; o Ria Park Hotel & Spa é o Melhor Hotel de Negócios e Melhor Hotel de Conferências no país; o Martinhal Beach Resort & Hotel conta com a distinção de Melhor Resort para Famílias; o Hilton Vilamoura foi considerado o Melhor Resort de Golfe; o Reid’s Palace é o Melhor Hotel de Portugal; como Melhor Hotel de Residências está o Tróia Desing Hotel.
O Hotel Quinta do Lago ganhou o prémio de Melhor Resort de Portugal e o Vilalara Thalassa Resort obteve a distinção de Melhor Resort de Spa de Portugal.

A cerimónia juntou várias personalidades da indústria do turismo, desde membros do governo de vários países, CEO de companhias aéreas e grupos hoteleiros, entre outros.

Fonte: PUBLITURIS

09 maio 2013

Nomeados de Portugal para o WTA 2013

Estão a votação desde o passado dia 8 de Abril os nomeados para os “Óscares” do turismo, na categoria Europa, no âmbito dos World Travel Awards (WTA) 2013. Este ano, a gala europeia tem lugar no Cornelia Diamond Golf Resort & Spa, em Antalya, a 31 de Agosto e as votações terminam no próximo dia 16 de Junho.